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sábado, 24 de outubro de 2015

Boa noite, NH.

"Amanhã cai a noite
E cais nos braços de outro alguém
Sem saberes que sofro em solidão
Como posso resistir
Se eu te amo noutra dança
Quando me levas até ao Bolchoi
À Opera, ao Scala de Milão
Em sonhos..."

Hoje foi um dia difícil. Mais um...

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A tragédia absoluta que é conheceres o amor da tua vida na altura errada.

"Separações são sempre difíceis porque temos que chorar por alguém que amámos e perdemos.

Mas o tempo cura tudo, e eventualmente irás conhecer outra pessoa. Eventualmente, esse ex-amor será apenas uma memória distante.

Mas há um tipo de separação que não é como todas as outras. É uma separação que aconteceu com uma pessoa que, por maisque tentes, não consegues esquecer.

Não há um dia que não passe sem que essa pessoa se cruze na tua mente e que faça o teu coração sentir-se mais pesado.

Normalmente acontece porque a relação está inacabada. Mas não podes dizer isso a ti próprio, e certamente não podes acreditar nisso porque te iria enlouquecer.

Então, tu dizes a ti próprio que estás bem e que consegues seguir em frente. Chegas até a ficar muito próximo de te enganares a ti mesmo.

Isso é, até ouvires aquela música, veres aquela foto, teres vontade de partilhar alguma coisa ou simplesmente acordares a pensar nele ou nela.

Então voltas à estaca zero.

Existem tantas pessoas que entram e saem da tua vida. Algumas enamoras durante alguma tempo mas nunca lhes dás uma oportunidades e outras gostas imenso mas não resulta.

Depois existem aquelas pessoas que te destroem, que levas meses ou anos para esquecer.

Mas este sentimento é diferente; este é o sentimento que tens quando sabes que algo tem que acabar agora mesmo mas ainda não está terminado totalmente.

Não podes simplesmente dizer, "Eu desejo-te o melhor", e seguir em frente. Não consegues terminar esse capítulo da tua vida porque sabes que não podes desistir já. Não agora, e talvez nunca.

E depois és enviado para aquilo que gosto de chamar de "purgatório do amor". É um local onde sabes que está o amor da tua vida, mas os dois não estão actualmente juntos.

Talvez tenham namorado durante um curto período, talvez tenham tido uma relação completa ou talvez nem tenham estado oficialmente juntos. 

A conexão com essa pessoa é tão real, forte e magnética que és constantemente puxado para ela. A relação não atingiu o seu potencial ainda, portanto não pode acabar. 

Na verdade, essa pode ser a pessoa com quem um dia irás ficar. Mas não estão juntas agora por causa do tempo, da agenda, das oportunidades perdidas ou blah blah blah.

Então tu estás sentado no purgatório do amor a passar o teu tempo até que ambos se possam encontrar novamente. Não ficas somente sentado a ouvir música triste e a esperar.

Tu encontras distracções e afastas-te daquilo que realmente sentes de maneira a continuares a ser um humano capaz de funcionar na vida. 

Conheces outras pessoas fantásticas e lindas com quem gostarias que as coisas funcionassem, mas isso nunca acontece. Ele ou ela simplesmente não é o/a _____________ (preenche com o nome da tua pessoa).

"She's not Rachel", é a famosa linha da série "Friends". E isso é o que a pessoa que te mantém no purgatório do amor te faz sentir; ninguém se compara a ela.

Porque quando sabes, tu sabes. Essa conexão acontece uma, talvez duas vezes numa vida inteira. 

Os teus amigos acham que és maluco, e tu próprio começas a sentir-te maluco. Porque é que, num mundo com biliões de outras pessoas, tu estás a deixar que uma não te deixe seguir em frente? Nem tu consegues responder a essa questão.
«O coração tem razões que a própria razão desconhece.»
Blaise Pascal

 Algumas pessoas conhecem alguém, namoram, apaixonam-se e vivem felizes para sempre.

Muitos outros não têm tanta sorte. Alguns de nós têm que lutar, acabar, voltar e atravessar o inferno com a outra pessoa até que finalmente tudo resulte.

Talvez o problema seja, novamente, tempo. Talvez tenhas que aprender e crescer mais antes que possas assentar. Qualquer que seja o problema, tu sabes que eventualmente os dois irão encontrar-se novamente. 

Porque tal como Ross e Rachel, Bonnie e Clyde, Brad Pitt e Angelina Jolie e todas as grandes histórias de amor dos filmes e da televisão, existe sempre alguém que não consegues esquecer e nunca conseguirás.

Mas até encontrares o teu caminho de volta, tu ficas sentado miseravelmente no purgatório do amor com esperança de encontrar alguém ou alguma coisa que te mantenha ocupado tempo suficiente para não te auto destruíres.

Algumas pessoas vão ficar irritadas com isto e pensar, "Não é assim que é suposto ser o amor", ou "Se fosses maduro o suficiente sobre como funciona o amor, não estarias neste estado". 

Mas eu tenho que discordar e contra-atacar com isto, "Como é que sabes? Só porque as coisas foram fáceis para ti não significa que seja para todos os outros". 

As pessoas são muito complicadas e o amor é, por vezes, complicado.

Se não é desta forma para ti, não significa que estejas a amar da forma errada. Simplesmente significa que o teu caminho foi mais fácil.

Para aqueles que estão actualmente no purgatório do amor, um dia estarás com essa pessoa, também."

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

I'm tired of everything. I'm tired of nothing.

"You know that feeling? 
When you're just waiting.
Waiting to get home, into your room,
close the door, fall into bed,
and just let everything out that you kept in all day.
That feeling of both relief and desperation.
Nothing is wrong.
But nothing is right either.
And you're tired.
Tired of everything, tired of nothing.
And you just want someone to 
be there and tell you it's okay.
But no one's going to be there.
And you know you have to be strong
for yourself, because no one can fix you.
But you're tired of waiting.
Tired of having to be the one to fix yourself and everyone else.
Tired of being strong.
And for once, you just want it to be easy.
To be simple. To be helped. To be saved.
But you know you won't be.
But you're still hoping.
And you're still wishing.
And you're still staying strong and fighting,
with tears in your eyes. 
You're fighting."

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Pudesse(s) eu (tu) ter lido o futuro...

"Tu não sabes quem eu sou, mas eu sei quem tu és... e só preciso de um minuto da tua atenção.

Espero que saibas a sorte que tens. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.

Espero que saibas que ela só vai falar contigo depois de lavar os dentes. Não é por mal... é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que a consideres um ser humano comum.

Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.

Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono do amanhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar na hora.

Quero também dizer-te que ela adora histórias do fantástico. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não vai se esforçar para decorar os nomes de todos os teus amigos de primeira... Porque ela... ela é que sabe de si.

Tu nunca serás uma sorte para ela. Sorte é poderes tê-la na tua vida.
Sabes? Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.

Ela não sabe cozinhar, mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido. E se não estiver bom ela vai rir do fracasso, em vez de chorar.

E quando ela ri... quando ela ri eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas por cada gargalhada como uma nota musical que toca ao coração e me faz querer dançar.

Ela é tudo o que eu queria e nunca soube que tive.

Aprende que a ritmia que sentes com ela é normal!
E que a falta dela é um vazio igual à morte.

Espero que sejas tudo aquilo que eu nunca fui.
Espero que a trates bem.
Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre.

Pudesse eu ter lido o futuro..."

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Good night, my love...

"No extremo do cansaço. No fim de um dia exausto. 
Esgotada. Extenuada. Quebrada.

Quando a noite merece um beijo. Quando o frio reclama um abraço. 
Quando o cansaço te chama a ti. Quando eu te quero aqui.

Apenas e só: dorme bem, meu amor."

Dorme bem . . .

de Rita Leston in ' Gosto de ti, e então? '

"Knowing how to touch her without touching her, really touches her."

"É este o teu poder: tocares-me sem sequer me tocares. Teres a capacidade de me arrepiar ao longe. De me inebriar com um abraço. De me desinquietar quando me olhas com um sorriso. De me leres a alma quando me olhas nos olhos. De me desassossegar só por te tocar. De me sossegar só por te ouvir.

De fazeres com que a minha vontade acorde só por te saber. Com que a minha mente vagueie só por te conhecer. Com que o meu sonho desperte só por te querer.

Tocas-me sem me tocar.
Por dentro. De dentro.
Tocas-me sem me tocar.
Ao longe. Que é perto."

de Rita Leston in ' Gosto de ti, e então? '

sábado, 18 de abril de 2015

I'm still here.

"Assim me vês: a passar. Em frente à tua vida. Passar-te em frente aos olhos! A dissipar-me no tempo. Assistindo aos dias a correr. A perderes-me por entre os dedos. A escorrer-te pelos olhos. A ouvires-me em surdina! A merda é que, mesmo que não queiras, sabes. I’m still here. E tu, egoísta, queres que esteja...

Quase não me vês. Well then, look around. Tentas esquecer-me. Enterrar-me de vez. Encobrir-me nos teus dias cinzentos. But I’m still here! Vivo nas mais pequenas coisas que te vês obrigado a fazer. Ainda te incomodo, mesmo que nada faça... Ainda te tiro o chão, quando me imaginas! Ainda te recordas do som baixo da minha voz? Do cheiro do perfume no meu pescoço? Do brilho do meu olhar contigo? Do teu riso comigo? Da força do nosso abraço? Adoro vestir o teu abraço...

Lembras-te? Ou sabes-me de cor?

E tu sabes. I’m still here. Para ficar! Porque és o meu vício! És a vontade que me corre nas veias! És o querer que não me sai do corpo! És o pensamento pecaminoso e o querer urgente! És o meu desassossego infernal. A ideia que se me perpetua na mente. És aquilo que busco incessantemente. És o que me rouba a sanidade restante. O que me acalma se tenho por perto. O que me apazigua se se aproxima. O que, simultaneamente, me entorpece e enlouquece.

E sempre foste o meu sítio. O meu porto de abrigo. A minha guarida.

Dê as voltas que der. I’m still here. Trace os caminhos que traçar. Rume onde rumar. Há sempre um sítio que é o nosso. Aquele onde estamos protegidos do mundo. Aquele que nos faz aninhar. Aquele que nos completa e preenche. Aquele onde um beijo só é superado por um abraço. Tu és o meu. E eu o teu."

de Rita Leston in ' Gosto de ti, e então? '

sábado, 11 de abril de 2015

Imagem do dia #20


Music, a state of mind #13


Lost In The Echo - Linkin Park

"You were that foundation
Never gonna be another one, no
I followed, so taken
So conditioned I could never let go
Then sorrow, then sickness
Then the shock when you flip it on me
So hollow, so vicious
So afraid I couldn’t let myself see

. . .

And these promises broken
Deep below
Each word gets lost in the echo
So one last lie
I can see through
This time I finally let you go
Go, go"

quarta-feira, 1 de abril de 2015

O que ficou de ti.

"Sinto que tudo em ti ainda me pertence. Talvez tu um dia namores, te cases, comemores inúmeras datas especiais, aproveites convites de sexta-feira à noite e finalmente tenhas filhos e um animal de estimação. Só quero que saibas que podes tentar reencontrar o que ficou de mim em ti, mas nunca me encontrarás. Talvez em algum detalhe tu te lembres de mim, mas não serei eu. Se isso te dói a ti, não sei, mas a mim dói só de pensar que eu posso encontrar alguém melhor do que tu, mas não o mesmo. Dói saber que tu podes até conhecer alguém melhor do que eu, mas ninguém além de mim conhecerá o que tu foste comigo. 

( . . . )

Quero dizer-te que o que ficou de ti é espontâneo, tudo o que ficou comigo ficou porque existiu uma necessidade para ficar, tudo ficou para ser lembrado mesmo quando eu não tenha vontade de lembrar, e nada nem ninguém sentirá o que tu sentiste comigo e me fizeste sentir um dia. O que seria dos momentos se não fossem eternizados, o que seria da partida se não deixasse nada nem levasse, pelo menos, um pouco de nós?

O que ficou de ti ocupa o lugar vazio da mesa, estica-se pelo sofá e ocupa a minha cama todas as noites. E quando eu acordo, o teu "bom dia" ecoa pelo quarto, quando me deito o teu cafuné acaricia a minha nuca e os teus beijos chegam a toda a hora. Quando ligo a TV o teu programa preferido passa, quando desligo a TV a saudade bate à porta. Quando penso em ligar-te lembro-me que é melhor evitar levar um não, que é melhor evitar confundir as coisas e insistir no que já passou e no que parece não ter a menor pretensão de acontecer de novo. Quando penso em pretensão acabo por te querer, quando te quero, acabo por me perder, quando me perco, percebo que são só lembranças. E aqui, eu guardo - e muito bem guardado - todas as tuas manias e os teus cuidados, os teus sorrisos e as tuas mordidas, os teus olhos e também a tua saída.

Quando chove lembro-me que tu te molhavas todo com uma preocupação tola de que não querias ver-me com gripe outra vez, quando dividiamos o guarda-chuva. Por aqui, ficou o vazio dos teus sapatos atirados no canto do quarto, uma mensagem a dizer que era o fim e uma conversa numa sexta-feira à noite a lamentar por não podermos continuar mais. Ficou o teu olhar de adeus, a minha compreensão - não tão compreendida - de aceitar que tu estavas realmente a ir embora. Ficou aquele abraço frio, o nó na garganta quase a pedir para tu não ires. Ficou também a última chamada que precisei ignorar, ficou a tua insistência em falar de novo comigo, ficou a tua voz a pedir desculpas por tudo e a minha quase a pedir-te para ficares e a propor-te tentarmos outra vez, mas tive que dizer: tudo bem, vou seguir a minha vida também. Ficou a tua última pergunta a sugerir que nos tornássemos amigos, a minha resposta não dada e o silêncio que eu preferi manter. Ficou o desejo de te procurar como várias outras vezes procurei, mas desta vez eu preferi não me repetir. Tu não vieste e eu não fui, e essa vontade de nós nos vermos mas que nós preferimos evitar, ficou também.

Cheguei a pensar em como eu me iria acostumar com a tua ausência, perguntei-me até quando tu ficarias aqui mesmo não estando mais, e o que fazer para me acostumar sem ti. E as músicas que cantávamos juntos e os discos que escolhíamos juntos. E o que eu digo se o teu dentista me ligar? E o que eu digo à tua mãe se ela me procurar? E como é que eu explico para os nossos amigos que hoje eu vou sair só e que, na verdade, nunca te pertenci? E o que eu digo se me perguntarem por ti, o que eu invento para te esconder e o que eu digo para que ninguém perceba que apesar da distância tu ainda aqui estás, bem perto?

E quando tu te preocupavas com o meu silêncio, quando tu me questionavas se tinhas feito algo de errado porque tu às vezes falavas coisas estúpidas e nem percebias. E todas as manhãs estavas ali, mesmo não ocupando a minha cama ocupavas a minha caixa de mensagens. E todas as tardes tu aparecias e mesmo não me olhando nos olhos, sabias como os meus desejavam ver-te naquele momento. O que ficou de ti dá-me um medo danado só em pensar que eu posso encontrar-te com outro alguém e ter que fingir que está tudo bem, que está tudo certo. Preciso dizer-te que, de todas as coisas que tu deixaste, a pior e não menos dolorosa, é aquele restinho de sentimento no fundo da gaveta, coberto por saudade abarrotada, é aquela lembrança debaixo de tanto entulho que eu fingia não me importar mais, aquele restinho de amor empoeirado que eu nem sabia que existia. O difícil é quando o amor resolve ficar mesmo quando tudo o resto já foi." 

Valoriza...

"Valorize quem te ama. Esse é o conselho mais sábio do mundo e deve ser adotado por todas as pessoas do planeta. Mesmo que você ache que não ama na mesma proporção, ou até mesmo que não ama, pois você pode estar redondamente enganado(a) e perceber isso tarde demais... Ou pelo fato da pessoa desistir e dedicar àquele amor a outra, ou pelo fato da pessoa sumir e você não mais conseguir contato, ou quem sabe até, a pessoa já não estar mais entre os vivos. 

Dê valor a quem te ama. Claro, não iluda, seja sincero(a) e explique que não sabe no futuro, mas no momento o amor não é de igual proporção. Mas valoriza e mantém por perto. Pois um dia você pode acordar e perceber que perdeu a pessoa da sua vida enquanto dava valor a pessoas de momento, de sentimentos superficiais... E, talvez, você acorde tarde demais. 

E se isso acontecer você vai saber o que é solidão, saberá o sofrimento que a pessoa passou por tí, vera que as lágrimas que tanto ele(a) derramou, por você, realmente ardiam. E ai, só restará o tempo pra te curar... 

E quer saber de mais uma coisa: O tempo não cura, só esconde o sofrimento. Mais cedo ou mais tarde aquilo vai vir a tona na sua mente, e, mesmo por pouco tempo, aquela tristeza vai te abraçar. 

Valorize!"

Boa noite . . . 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Regressa a ti. Por favor.

"Ama-me e devolve-me. 
Ama-me e deixa-me ser eu outra vez.

Ama-me e faz com que eu volte a mim. 

Ama-me e regressa a ti.

Ama-me e acalma-me.

Ama-me e serena tu de vez.

Ama-me e traz-me a mim. 

Ama-me e traz-te a ti.

Ama-me. 

Sabes que te queres aqui."


de Rita Leston in ' Gosto de ti, e então? '

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Ponto de partida.

Sentada no sofá a ouvir uma boa música, ponho-me a pensar. Nele, em mim, em nós, em tudo.
Sinto que começo a importar-me menos e não sei se isso é bom ou se é mau. Talvez se possa dizer que é um meio termo. E eu sei que, no fundo, mesmo que não quisesse, era disto que eu precisava.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

É pena que não existam princípes...

"Há quem diga que chamar uma mulher de princesa é algo fora de moda ou até, pasmem-se, pejorativo. Vá-se lá entender porquê. Sei que talvez vocês não acreditem, e nem precisam, mas tenho de confessar uma coisa: eu tenho uma princesa na minha vida.

Tudo bem, ela não é a Rapunzel, mas sabe defender a sua torre de invasões e, quando necessário, usa muito bem os seus cabelos mágicos como arma. Ela também não é a Branca de Neve, mas fala com os passarinhos com um sentimento de alegria inexplicável. Ela não é a Ariel mas é destemida. Desafia o dia e sempre que possível traz aventura ao nosso amor. Ela não é a Cinderela, mas fala sozinha pelos cantos e conversa com quem vier de peito aberto. Ela também não é a Bela Adormecida, mas sonha tanto que às vezes nem dorme.

Quando ela acorda parece que o dia se faz. As nuvens brincam de fugir e o sol mostra-se irresistível. Ela, ao contrário de mim, pouco desarruma o lençol ao dormir. De encontro àquela boca risonha, beijo-a como quem morde. E mordo como quem beija. E por uma sorte do destino, quando os seus lábios tocam nos meus, deixo-me viajar. Desapareço do mundo e crio ali um universo paralelo só nosso. Alguns minutos de silêncio onde trocamos segredos em forma de beijos. Há tempos que não me lembrava como era bom amar de olhos fechados.

Viajamos sempre que possível. Seja nos sonhos ou nas cidades cheias de mimos que já conhecemos. Ela adora fotos. E eu adoro tirar fotos dela. Corremos pelo jardim, descalços, sujamo-nos e entregamo-nos ao momento sem receios do que virá a seguir. Porque, apesar de ser a minha princesa, ela não tem manias ou medo de se sujar de vez em quando. Digamos que ela sabe muito bem quando é hora de estar linda e quando é hora de ser feliz.

A verdade é que quando a gente se apaixona por uma mulher, esquecemos os olhares em redor. Queremos aquela mulher e, sem pestanejar, todos os dias empenhamos o nosso coração em fazer os seus olhos brilhar. Seja ela minha princesa, minha menina, ou minha mulher, a semântica pouco me importa, desde que ela se mantenha como o meu pedaço de alegria.

Por isso, agradeço todas as manhãs por ter uma princesa na minha vida."

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Casa-te com uma mulher que...

"Ela não precisa ser a princesa que a tua mãe sonhou, mas precisa ser quem toca a tua alma, quem faz bater o teu coração. Ela vai ser o teu primeiro sorriso pela manhã e o teu último olhar de doçura antes de dormir. Mais do que namorada, ela precisa ser tua amiga. Casa-te com alguém que te aceite por inteiro mas que também ame as tuas metades, que perdoe o teu modo de ser, por vezes, desajeitado e aquela espreitadela bem intencionada, é claro, para a vizinha.

Afinal, ser homem nos dias de hoje não é fácil. Então, casa-te com uma mulher que simplifique a tua vida. Que saiba dizer não, quando quer dizer não. E sim, quando quer dizer sim. Que também saiba decidir o que é bom para si mesma. Que sorria contigo, ou de ti, tanto faz. Porque de caras amuadas este mundo já está cheio.

Casa-te com uma mulher que te ame e que te respeite acima de tudo. Que te receba de braços abertos quando tudo der errado e fique do teu lado. Que te ponha o ânimo para cima, pois vou contar-te um segredo, meu amigo, as mulheres têm esse dom. Então escolhe aquela que opta sempre por te ver feliz. Ela precisa ser a tua paz, o teu amor, a tua vida. Ela precisa de ser uma mulher forte e guerreira quando é preciso e ainda assim ser a tua menina, que vais proteger.
Com ela tu vais dividir sonhos, somar alegrias, subtrair tristezas, realizar um pouco de tudo... Então, antes de tudo, casa-te com alguém que tu ames verdadeiramente. Com aquela pessoa em quem tu pensas todos os dias da tua vida.

Uma pessoa que saiba cuidar e que ao mesmo tempo entenda que regar demais a flor também maltrata o jardim. Que te aponte o caminho mais do que somente apontar o erro e, que seja a tua bússola quando te faltar o norte.
Casa-te com uma mulher que não desista de ti à primeira adversidade. Que não desista de vocês.


Casa-te com uma mulher  que veja um jogo de futebol contigo e mesmo sendo de outro clube torça pelo teu, caso não seja um jogo do teu clube contra o dela. Que por vezes beba uma cerveja e coma amendoins contigo sem olhar a calorias. Que te acompanhe num ou outro jogo de playstation. Que saiba reconhecer a tua tentativa falhada e desastrada de cozinhar. Que aceite e tente melhorar as tuas atitudes, como deixar a toalha molhada em cima da cama.


Casa-te com uma mulher que chora de saudades. Que peça um beijo quando te achar quieto de mais. Casa-te com aquela mulher que saiba ceder a uma discussão no momento certo, que te deixa ter razão se isso for melhorar a situação, que não seja demasiado orgulhosa. Casa-te com aquela que te motiva a inventar o homem que tu queres ser. Uma mulher que seja reservada e ao mesmo tempo espontânea. Que aprenda algumas palavras em italiano só para te dizer "eu te amo". Que ache que se deitar na relva ao teu lado e olhar para as estrelas foi o melhor plano que fez durante a semana. E que se ria e finja acreditar enquanto tu erras o nome de todas as constelações. Que se esforce para ver um filme só porque é o teu favorito. Uma mulher que confia em ti e te deixa conduzier, mas que te avise do posto à frente. Que faça toda a gente em redor perceber o quanto vocês foram feitos um para o outro. Que use as suas roupas banais em casa e mesmo assim continue sexy.

Casa-te com uma mulher que te faz querer morder de tanta paixão. Que prove que 5 segundos para entrar no autocarro é tempo suficiente para te dar mais um beijo. Casa-te com alguém que tu amaste desde o primeiro dia, mas que só depois tiveste coragem de ir lá contar.

Casa-te com alguém que seja sobretudo uma grande amiga. Aquela que te percebe e que te entende. Porque, no final de contas, é o quanto vocês conseguem dizer um para o outro, muitas vezes sem se tocar, apenas ali no silêncio de um olhar, que vai garantir a solidez dos próximos capítulos deste livro."

Lose you. To love me.

7. You promised the world and I fell for it I put you first and you adored it Set fires to my forest And you let it burn Sa...